Ontem tua voz
invadiu recordações...
Abriram-se as
janelas da saudade
e
Sobre um silêncio
de maré cheia
Ondearam
lembranças,
Tantas...
Deslizaram pelos meus olhos.
Desdobrei o tempo
no meneio das horas...
Revivi sonhos
adormecidos num passado já distante...
Acordaram antigos
desejos e promessas,
Esquecidos numa
foz
Onde deságua o
imenso rio da ausência.
Na mudez da tua
boca, corre o tempo...
Refugiando-se num
horizonte de solidão.
No ancoradouro da
serenidade,
Em vigília, espera
a felicidade,
Para em seus
lábios entoar uma canção.
Por rotas
longínquas navega o destino...
Sem direção... Sem
tino.
Apenas segue
tresloucado...
Amanhecendo no
brilho de cada estrela,
No brocado que a
noite, tua falta esfacela.
Inútil
pensar-te...
Então, apenas
parta.
Mas, leva contigo
a certeza que sempre fui tua
Posto que, mesmo
antes de te amar,
Nossas almas
viviam a se entrelaçar.
Sandra
09/07/05