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Agoniza a saudade sob
a luz das estrelas...
Do cálice, bebo o
veneno da tua ausência.
Ouço o arpejar
bramindo abandono...
Quebram-se as
esperanças, estilhaça a dor.
Num poente de sonhos,
abraça-me a solidão.
Sangro afagos na
vigília do tempo,
Quando por minha boca
flui teu nome...
Um minueto dedilha o
silêncio
Fazendo da minh’alma,
árido deserto.
É quando as palavras
calam e os versos emudecem,
Num taciturno tempo de
espera.
Apago pensamentos,
desmancho sonhos,
Fecho os olhos da
esperança.
Adormeço, ouvindo as
ondas a meditar,
Sobre este triste
soluçar
Sandra
10/09/05
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:T1562249
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