Sandra M. Julio
Se te chamas morte, sê bem vinda amiga...
Não a tenho como muitos
Meus conceitos diferem da maioria.
Minha vaidade se consumiu em eras passadas.
Maldades, procuro
afastar-me delas...
Sou energia, sou luz, sou eterna.
Não amiga, nunca serás o que eu
sou
Sou única, minhas experiências, minhas vidas,
Fizeram-se
em mim, assim como as tuas em ti.
A morte...
É o período em que abandono meu lar,
Para nascer indefesa.
O que denominam morte, para mim é o nascer,
É o regresso ao meu verdadeiro lar,
Onde me encontro novamente amor.
Lá, estou no colo da sabedoria (Deus).
Onde, contrário ao que nos ensinam,
Não existem punições ou castigos
Pois lá, é o habitar do imensurável amor.