Sandra M. Julio
No aconchego de
uma indolente solidão,
Todas as palavras
se fazem silêncio.
Na penumbra dum
horizonte distante
Reconheço-te o
toque, roçando desejos.
É quando mergulho
no olhar das estrelas
Que perscrutam o
recôndito da minh’alma.
Faço delas
cúmplices dos meus sonhos,
Ainda vívidos no
vozeio da saudade.
Nos véus do
horizonte, tateio a nostalgia,
Quando espraiam
tua imagem
Nos mares da
fantasia.
Beijo-te, nas
réstias da ilusão.
Assim,
entrego-me às sombras da noite,
Já não garatujo em
teus lábios meus beijos.
Apenas abraço as
asas do tempo
Para a ti
entregar, meu silêncio.
Sandra
27/06/05
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Editado no Recanto das Letras
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T1621086