Sandra M. Julio
Num horizonte de esperas,
A saudade passeia inquieta nas asas da
serenidade...
Cala-se o tempo, para que pousem desalinhadas
esperas.
É quando, palavras se fazem versos
Numa cumplicidade inconfessa.
Pousam lembranças em silenciosas lágrimas
Que espreitam tua ausência.
Teu olhar acalenta o fremir de cada estrela
Quando meu peito grita teu nome
Evocando solidão.
Os lençóis da insônia amarrotam a sensatez
Perscrutando segredos.
Desabotôo os vestígios de ti.
Na introspectiva vigília dos sonhos
Relembro teu sorriso farto, e
Num rascunhado de luas, ainda ouço tuas
palavras
Silabando no luzir das estrelas.
Rasuro o tempo e a distância...
Quando respiro a fragilidade das tuas emoções,
Amparo os fragmentos deste antigo sonho
Nesta despudorada saudade, que avassala a
alma.
Segue trôpego e inanimado teu silêncio,
Retardando vidas e alegrias
Em antíteses, que jamais serão tuas.