Sandra M. Julio
Eu
te
amo...
Não
com
a
impetuosidade
da
juventude,
Nem
com
a
loucura
de
um
furacão.
Mas
com
a
calma
de
um
amanhecer
Espraiando
luz
e
calor.
Eu
te
amo...
Não
com
a
volúpia
de
um
vulcão
Que
se perde
em
ardentes
lavas.
Mas
com
a
mansuetude
de
almas
que
se reencontram
No
silêncio
e na
placidez
do
caminho.
Eu
te
amo...
Não
com
a
ansiedade
da
posse,
Ou
com
o
desassossego
do
ciúme.
Mas
com
serenidade
que
reflete
confiança
e
fé,
Em
palavras
que
brincam
meus
versos.
Eu
te
amo...
Não
com
urgência
dos
que
julgam
Em
reflexos
de
vaidade.
Mas
na
sapiência
dos
que
perdoam
em
sabedoria,
Imbuídos de
razão
e
respeito.
Eu
te
amo...
Não
em
retalhos de
verdades,
Ou
resquícios
de
mentiras.
Mas
na
tessitura
da
brisa
que
entoa
reais
querências,
Quando
navego
em
teus
braços,
orações.
Eu
te
amo...
Não
em
labaredas
de
desejo...
Mas
em
catedrais,
onde
a
paz
transcreve o
tempo.
Semeando o
pólen
das
estrelas
No
ventre
do
amor.