Sandra M.
Julio
Tua ausência desafina as rimas dos meus
sonhos,
E os beijos
perdem-se em vazios,
Desordenando sentidos.
Esmaecido
nesta saudade,
Teu rosto
reflete em meu distante olhar
Puídas
lembranças, que amordaçam futuro.
Ausento-me
de mim,..
E degusto
lentamente tua indiferença.
É quando,
de lágrimas transborda este vazio,
Preenchendo
de ecos a surdez da minh’alma.
A pretensa
cumplicidade do tempo,
Despe minha
pele de carícias e afagos
Em frias
noites de solidão.
Então...
Encontro-te
nos escombros desde amor
Como erva
daninha, alimentando-se desta dor.
Apagando
enlutadas estrelas
Acorrentadas ao soluço deste incerto
coração.