Sandra M. Julio
Distraídas, minhas mãos buscam-te na
distância...
Escondo a sensatez, em meus silêncios,
À revelia, desejos vagueiam pelas curvas do
coração.
Rendo-me ao desabrigo da saudade...
Esqueço a contenção dos sonhos
Recitando omissos murmúrios que clamam por ti
Abaixo escudos d’uma inútil vigília,
Visto-me dos teus versos e navego desejos.
Sussurro ao tempo, ao vento...
Te amo.
Deito-te em meus sonhos e descubro verdades...
Escrevo-as em reticências que jamais lerás.
Constato porém, que escreves minha história, no
silêncio de mim
Na carência que espreguiça dolente
Acordando teus olhos.
Para a esperança dos meus versos
Fecundos no ventre dos meus poemas.