Quando
passas displicente pelos meus
olhos,
Teu sorriso se apossa da
minh’alma,
Tumultuando a razão e a calma
Que desatentas seguem teus
passos lépidos.
Atrevida, derramo teu nome em
versos.
Em páginas soltas pela
imaginação.
O brilho dos teus olhos
entreabre a porta dos sonhos
Navegando passado e futuro, num
presente, sem direção.
Imprevidente, sigo o aroma dos
desejos,
Adormecendo ilusão e espera
Em fantasias e anseios...
Pilhéria de uma triste
primavera.
Amarroto este sonho, que desliza
calado
Em desvãos de saudade...
Magoado.
Não entendo teu silêncio,
portanto ainda te chamo.
Pois sabes bem, o quanto ainda
te amo.
Sandra
26/05/05