Sandra M. Julio
Desliza por desconhecidos abissais, minha
saudade.
Navegando sem rumo por um oceano de estrelas
Envolta num denso nevoeiro de lembranças.
Teu silêncio debruça em meus pensamentos...
É quando ouço dos labirintos da minh’alma,
teu nome,
Num inaudível grito, repleto de
interrogações e dúvidas.
Despertam longínquas lembranças...
Os sonhos ensaiam caminhos pelo limiar das
marés.
Mas recuam, frente ao temporal da solidão.
Entorpecidos vendáveis banham vagas de
mistérios e segredos,
Desatinando a realidade, que se guardou em
infrutíferas esperas.
As palavras se calam... Nem a poesia
conforta lágrimas.
Os astros se esquecem de luzir, e todas as
noites se fazem em mim.
Coração gretado, súplice do teu amor.
Perdido em rotas.
Sigo sem bagagem, navegando entre sonhos e
estrelas...
Tudo se confunde em minhas fantasias.
É quando as esperas abrem-se em velas no meu
peito,
E singro intangível, pelo emaranhado do teu
silêncio.
Em caminhos de solidão.
Sandra
27/05/05
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:
T510265