Quando o sol
amorosamente cede à lua e às estrelas
O sagrado dom de
iluminar sonhos e caminhos,
Entreabre-se o
silêncio em sorrisos...
É quando as águas,
na mansuetude do anoitecer
Entoam uma valsa,
Fazendo das
palavras, versos que bailam por nuvens
de ilusão.
Por dédalos sigo o
desabrochar de minúsculas flores
Muito alvas que
perfumam a imaginação...
Perscruto
extasiada os suspiros da noite,
Esvaziam-se as
ausências, para o renascer da harmonia.
Entrego-me à
noite, na beleza que incrusta minh’alma...
Degusto a
felicidade em taças de carinhos.
No horizonte
acontecem os primeiros raios do
alvorecer,
O canto dum
rouxinol banha de alegria o amanhecer...
Em festa, a
plantação sorve a magia desse momento,
Quando lua e
estrelas cedem agora ao sol,
O dever de mais um
dia...
No horizonte os
matizes brincam a luz.
E a brisa mansa se
faz prece,
À beleza que
amanhece.