Ah! como eu queria...
Apascentar sonhos,
Libertar preceitos e preconceitos.
Recebê-lo como areia recebe as ondas do
mar...
Desnudando desejos imbuídos n'alma das marés
Em ciclos de lua cheia.
Apresso rimas que espraiam saudade,
Esqueço-as mapeando realidade.
Quando esparramo devaneios no colo do
horizonte
O carmim de um por de sol oferece-me os
lábios, e
Na insanidade desse momento
Entrego-me sem resistências à ilusão.
Sedenta bebo o néctar solidão.
Degusto lentamente o silêncio.
Embriago-me nesta frágil lucidez,
Quando a maresia desalinha desejos...
Corroendo palavras que jamais serão ditas.
Na espera do tempo que brinca a sonhar...
Na espera do tempo que brinca nas ondas do
mar...
Sandra
15/01/05
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Editado no Recanto das Letras
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