Adormeci num
outono
de
sonhos,
Entre
cobertores
de
folhas
Agasalhei-me
contra
o
frio
dos
desejos,
Restos
de
lembranças,
Tão
minhas...
Tão
suas...
No oscilante
brilho
das
estrelas
Encontrei
meu
descalço
coração.
Vagando no
agreste
sibilar
das
horas
Fazendo-se
solidão.
Serenava a
noite
cândidos
silêncios...
Imbuídos de
desejos
inauditos,
Que
mansamente
feriam
lembranças
N'alma,
sabiamente adormecidas.
Debruçava
vacilante
a
saudade...
Nesse
cenário
imaginário
Adormeciam
mistérios
e
segredos
no
sacrário
Desse incerto
outono,
que
ainda
se faz
realidade.