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Por
toda noite choraram estrelas,
Um sonho que se finou...
No parir desta dor, voei pelo infinito
Indiferente à alvorada, esquecida entre luas
e sois.
Lembranças, gretam minh'alma sofrida,
Escrevendo-se no misterioso livro da
existência.
Enlouquecida vôo astros, seguindo teus
rastros,
Perseguindo teu cheiro, teu sorriso, tua
voz...
Em dolentes murmúrios, choro segredos,
Secretos desejos... Mutilados.
Na florescência dilacerada deste nostálgico
sonho
Aborto a alegria, quando
A sede do infinito em mim flameja,
Condensando numa só lágrima
A dor de amá-te assim.
Sandra
15/05/05
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:T1582590
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