Nem no silêncio te
ouço mais...
Teria a brisa levado até tuas juras, que
deslizavam doces lembranças
Em momentos onde a
saudade gretava sangrando meu coração?
Porque insistes em não
responder aos apelos dest’alma contrita?
Debruço meus olhos
sobre teus versos...
Dúvidas bailam fados,
pelos salões do pensamento.
Dor e emoção ruborizam
lágrimas, quando imagino-me brinquedo.
Rasgastes meus
sonhos...
Artífice do meu
destino, reposiciono -me.
E no tear do tempo,
continuo tecendo minha história...
Calo em meu peito este
desacerto,
E, sigo na força que advém da tua ausência.
Desvisto-me do teu abandono...
E no júbilo do teu silêncio,
Destranco as portas de um novo amanhecer
Cicatrizando, plúmbeas lembranças.
Sandra
13/05/05