Escrevo-me em metáforas de solidão...
Visto máscara de poeta e dela solfejam
rimas
Numa afônica melodia.
É
quando da lágrima se faz o verso.
Cobre o mar... Silêncios.
Em ondas, deambulam sílabas soltas
Espraiando emoções...
Floresce o desassossego,
E
a saudade, beija-me por ti.
Transbordam de minhas mãos palavras
Singelas e tolas,
Na letargia que rege o momento.
Sibila em meu peito a dor,
Entre treitas de um gretado coração.
Migram sonhos nas asas da fantasia...
Na fimbria do meu ser.
Cúmplices, ventos levam pensamentos
Momentos não vividos.
Nas pálpebras do horizonte adormecem
meus sonhos.
Evoco a certeza da tua ausência.
Coloco mascaras... Escondo lágrimas.
Apenas sigo.
Na gramática das estrelas que se perdem
em luz.
Sandra
20/02/05
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:
T597460