Sandra M.
Julio
Cante a luz que ilumina o caminho
Dessa nau a navegar em desalinho
Percorrendo o desejo e o carinho
De o universo ser seu ninho.
Fale sim,
sorria... cante... sempre com emoção,
Deixe
fluir sentimentos que habitam seu coração.
Quanto à morte não se importe,
Não refute, nem relute.
Viveras eternamente... num poema
inconseqüente.
Ludibriando o tempo insolente
Que diante do seu verso, torna-se
impotente.
Permita-me encontrá-lo no azul da sua
saudade...
Entre nuvens morosas e estrelas
luminosas...
No desassossego da nossa poética
realidade.