Na mansuetude de cada amanhecer,
ouço-te num adeus...
Em compassos de luz, que o sol insiste em trazer
Para que o dia possa nascer,
E eu... Despeça-me dos sonhos teus...
Ficas porém em cada rima, em cada canção,
Na dor de uma paixão, num vazio que se faz razão,
Em poemas que se espalham pelo chão...
Em cores intrusas emanadas do sol, para macular a solidão.
Em matizes da tua sombra perco-me em abandono...
Para encontrá-lo no despertar da noite
Vívido em cada sonho...
Presente na carência de um açoite.
Sandra
07/09/04