Expungindo
com sua luz a tristeza e a saudade
Deste coração
que emerge de um oceano nostálgico,
Para a paz e
alegria deste claro anoitecer.
Deparo com o
brilho do seu olhar no cintilar da lua...
Na cantiga do
vento, ouço o entoar de antigas canções
Encadeadas em
corações apaixonados,
Pulsando liberdade... felicidade...
Trazidas de
lembranças a cavalgar no tempo.
Faminta colhi
o fruto proibido...
Sedenta, bebi
a luz do amor...
Como lágrima,
entranhei-me à árida saudade.
Como música,
beijei os lábios do tempo.
Como amor,
encontrei-me nos braços do Universo.
Então num
momento de desvario, de desatino...
Desmanchei em
afagos os negros cabelos da noite
Quando a
seiva da manhã permitiu
O pulsar da
última estrela em meu coração.
16/06/04
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto: T552844