Consagro este amor, oferecendo-me
templo...
Profana-me tua ausência...
Num ímpeto de loucura beijo os lábios da
noite,
Entrego-me aos carinhos do tempo,
Abraço a nudez das horas,
Embriago-me na saudade...
Rendo-me ao gotejar da lembrança,
Quando a esperança rege a lucidez
Onde a realidade perde-se nos sonhos,
Diluindo a agonia da espera, que impera.
Vergo-me ao renitente silêncio...
Em agonia, esperança e fé.
Agonia de um sepulcral silêncio...
Esperança de um eterno renascer...
Fé no princípio supremo.