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Sandra M. Julio
No vislumbre do sorriso que emana do teu
olhar
Mergulhei silente em tuas palavras.
Acreditei em histórias que alegre
contaste...
Hoje porém, o silêncio chegou dizendo-me
segredos... tímidos...
Trazendo a chama da desconfiança.
Na mansuetude do tempo encontrei-me a
turbilhonar pensamentos...
Deparei-me em labaredas de mágoas.
Esqueci-me em pensamentos num borbulhar de
ilusões...
Despi a alma, afoguei anseios, queimei
sonhos e intenções.
Ainda escuto os ecos do teu silêncio.
Na fluidez das horas perco-me nessa insone
saudade
De tudo... que ficou por dizer.
Ensandecida...
Afago a tua ausência no murmúrio de sonhos,
Beijo-te com suave doçura... tatuando
lentamente em teus lábios o sabor do adeus.
Deixo-te preso ao coração os grilhões do
silêncio...
Aprisionado no aconchego da tua solidão.
Abraça-te à última lágrima silenciosa que
denuncia teu sofrer,
Mergulha na tua secreta esperança, lá
encontrarás
A doçura dos meus sorrisos e a sinceridade
da minha alma...
Brinca com meu perfume, descerra as portas
da loucura
por onde desce mais uma lágrima, essa
enlouquecida pela saudade.
Conviva com a solidão que adentra cada
sonho...
No amainar da tormenta, ainda ouves o
soletrar do silêncio
A gotejar distraído na memória do tempo...
Meu nome.
Sandra
03/07/04
Direitos reservados e registrados.
Editado no Recanto das Letras
Código do texto:
T1636695
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