Como cão de rua farejas meus versos...
Entre o emaranhado de rios sedentos
Trilhando dispersos sentimentos.
Degustas momentos que invadem canções
E brincam emoções.
Dormito em teus sonhos
Doces fantasias...
Seguias.
Entre mistérios, desnudando conceitos...
Adormecendo primaveras,
Que embalam sonhos em jardins d'alma.
Concretas ilusões adormecem entre véus
Segredando imperativas comoções,
Bebendo o afável mistério...
Etéreo.
Indago o conhecer que transmuta passado e
presente,
Sorvendo o conhecimento de eras.
Indiferente ao tempo estilhaço teu silêncio
No vandalismo da saudade.
Sob uma fragrância de desvelo e abandono,
Alicia-me teus carinhos, ora esquecidos
Em fáceis conjecturas que acalantam
vendavais...
Porem... Presentes em minh'alma insone.
Ladras em meu tristonho coração
Recendendo saudade.
Esquecida na inquietude dedilho canções,
Exponho-me então, indefesa aos teus olhos...