Cai a tarde beijando os lábios da saudade...
Arrebatando lembranças de minh'alma,
Como perfume doce de um punhal que fere e
sangra
Desenterrando toda uma fictícia realidade.
Cai a tarde sobre as mágicas experiências
vividas,
Destravando soluços selvagens de momentos
Que ecoam pelo infinito do meu ser,
Abrindo o presente ausente do que chamam
tempo.
Cai a tarde numa distante sombra de sonhos,
Que foi esquecida ao sol a pino em lugares
nunca idos.
Cai a tarde nos sorrisos que lacrimejam em
meus lábios
E perdem-se em beijos na imaginação mutilados.
Cai a tarde no mar deste meu coração...
29/02/04
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Editado no Recanto das Letras
Código do texto:T561166
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