Sandra M.
Julio
Amanhece...
Mas
minh’alma
permanece noite escura.
Reina a
solidão perdida no vazio do tempo...
Impera o
desalento...
E a saudade
chega em
vendavais ruidosos,
Desalinhando as prateleiras
d’alma.
Falecem as
palavras em tua boca,
E os sons
se perdem no silêncio.
Embriago-me
em sonhos...
Que
desconhecem qualquer razão.
O clarear
de um novo dia, arranca-me de mim.
Despertando
neotéricas fantasias,
Pelo deserto da carência,
Num gotejar
de abandono...
Desejo-te...
Nas
labaredas do tempo...
Na
incontida fúria do vento.
No ardor
das tempestades,
No desvario
de ciclones,
No negro
véu da noite,
No profundo
do meu amor.
Sandra
09/12/04